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quarta-feira, 14 de março de 2012

Jism

Hoje em dia, com as novas tecnologias, é tão fácil alguém esquecer alguma coisa. Com o botão delete, ali mesmo ao alcance de um pequeno e rápido click, é só premir e pronto, coisa apagada e, por consequência, esquecida. O problema, ou não, dependendo sempre do ponto de vista, é que com as novas tecnologias, tais hábitos encarnam-se e entranham-se tanto no modo de estar, de pensar, ver e dizer as coisas, nas pessoas, que às tantas, as pessoas já possuem um pequeno botão de delete no cérebro ao ponto de conseguirem efectuar, do mesmo exacto modo o apagar instantâneo da coisa. Se isso acaba por ser bom, ou não, não sei, depende sempre do ponto de vista e do que se quer de facto esquecer. No entanto, talvez aquela célebre frase que reza: “É importante não esquecer e relembrar sempre o passado para que não se volte a cometer os mesmos erros”, apesar do sentido que pode fazer, corre o risco de ser esquecida de vez.
Aquilo que, todavia, me continua a fazer confusão no meio disto tudo, é que certas coisas que são apagadas, às vezes sem querer, outras propositadamente, talvez por ignorância, e porque apenas representavam um problema que se queria resolver sem ter que fazer grande coisa ou ter muito trabalho, numa máquina, por muito nova e altamente tecnológica que seja, pode fazer com que deixe de funcionar de vez. Claro que se pode sempre mandar arranjar, gasta-se um dinheiro e tal, e caso o custo do arranjo não se justifique, compra-se uma nova e pronto, problema de novo resolvido. Mesmo assim, penso que qualquer pessoa irá reflectir sempre duas vezes antes de se pôr a apagar coisas assim à maluca. Nas pessoas, não estou a ver como é que a coisa se conseguirá algum dia reparar.

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