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quarta-feira, 30 de março de 2011

Banda Sonora

A propósito da vinda a Portugal do príncipe Carlos, eu não sou, nem nunca fui, muito a favor de monarquias, mas, mal por mal, sempre prefiro o Rei.
E muita atenção aos seus subditos, ele podia ser o rei mas aquele baixista e aquele baterista contribuiam muito, mesmo muito, para isso...



Long live the King...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Death Is What We Live For

- Se pudesses viver as 4 estações num só dia, como é que as gostarias de viver?

- Oh, é fácil. Acordava com a Primavera, não há nada como uma manhã de primavera, depois passava a tarde no Verão, na praia, claro, depois o entardecer e principio de noite seria o Outono, não consigo imaginar um fim de tarde melhor do que estar em casa a ouvir musica triste e bucólica enquanto a chuva e as folhas caiem lá fora, e por fim a noite seria o Inverno, com a companhia ideal para nos aquecermos mutuamente.

- Serás sempre o mesmo totó! Só mesmo tu para conseguir desperdiçar um dia único com as quatro estações! Eu faria precisamente o contrário de ti. Começava com uma manhã de Outono, cinzenta e triste, na cama quentinha, com a babe, claro, depois o Inverno, que não há nada melhor do que passar uma tarde de Inverno em casa enquanto lá fora está um frio do caraças e as pessoas andam à chuva para ir trabalhar, ao fim da tarde a Primavera, que é a altura em que se descomprime do dia que está a acabar e as pessoas, tal como a Primavera, ficam mais soltas, e terminava a noite com uma daquelas noites quentes e loucas de Verão, com corpos suados, luxúria e lascívia aos molhos, que é sempre o que se quer...

- Claro, e depois eu é que sou o totó...

segunda-feira, 21 de março de 2011

A Lack Of Color

Eu tinha a certeza absoluta e estava absolutamente certo do que pensava e sentia. Estava tão, certo tão certo, que não havia nada, mas mesmo nada, que me fizesse acreditar noutra coisa. Era uma certeza que crescia diariamente dentro de mim, e cada minuto que passava ficava cada vez mais certo. Sempre que por consciência tentava alvitrar outras hipóteses, ver a coisa de outro angulo, não havia hipótese, a certeza de que eu já estava certo, antes de pensar tudo, reinava. Eu estava certo e tinha a certeza absoluta de que eu estava certo. Nada nem ninguém me iria fazer mudar de ideias. Afinal, quantas vezes se fica tão certo de algo? Eu, pelo menos, nunca tinha tido tanta certeza. É uma sensação boa ter tanta certeza e segurança de que se está obviamente certo do que se faz. Parece até que quem nos olha pode logo sentir a certeza com que nós estamos. Nada como uma boa certeza para se ter definitivamente a certeza de que fazemos bem em pensar que estamos certos. É errado pensar que não estamos certos quando temos uma certeza assim. Alias, perante tal certeza, por que é que não havia de estar certo o que eu tenho a certeza de que está certo? Desde que eu tenha a certeza, tenho a certeza de que é certo pensar que estou certo. E desta vez, desta vez, eu sei, tenho a certeza, que estava certo. A certezinha absoluta! Eu estava certo que estava certo que eu estava certo...

sexta-feira, 18 de março de 2011

Banda Sonora

Porque está outra vez Sol e calor, e vem aí a Primavera, e não vale a pena ninguém estar fodido da vida, hoje esta é a musica que eu mais gosto em todo o mundo!

terça-feira, 15 de março de 2011

Complexos #30

Merda, agora tenho de ir para ali esperar! Detesto entrar em salas de espera. Logo para começar tenho de decidir se devo ou não falar quando entro. Se decidir falar, qual o tom de voz a utilizar ao dizer bom dia? Devo dizer BOM DIA, para que todos oiçam, ou devo dizer bom dia de uma forma que só eu sei que disse bom dia. Bom, se vou dizer bom dia, mais vale logo dizer BOM DIA e não se fala mais nisso... Só que fico sempre com a sensação que as pessoas vão olhar para mim e pensar:

- "Grande besta! Entra aqui na sala a fazer um barulho destes! Quem é que se interessa que tenhas ou não chegado?".

Claro que se eu disser bom dia, e ninguém ouvir, vai haver sempre alguém que vai pensar:

- "Olha-me este, chega aqui nem sequer se digna a dizer um Bom dia, há pessoas muito mal-educadas!".

E se a sala estiver cheia de gente? Quantas pessoas vão pensar da primeira forma se eu disser BOM DIA, e quantas pessoas vão pensar da segunda, se disser bom dia? OK, se houver muita gente na sala vou dizer bom dia, se houver pouca gente digo BOM DIA.
A probabilidade do barulho incomodar é maior do que a probabilidade de incomodar alguém por não dizer bom dia...
O que é que eu estou para aqui a pensar? Já nem sei!
Bem, estou aqui na entrada da sala, vou espreitar para ver se está cheia ou vazia. Pode ter só meia dúzia de pessoas, as suficientes para que não esteja demasiado cheia, onde haja muita confusão e as pessoas que estão à espera não estejam desesperadamente à procura de algo para se distrair, e as suficientes para que não esteja demasiado vazia, onde as pessoas não estejam absortas, a pensar na sua vida.
Bom, mas se estiverem só meia dúzia de pessoas, vão todas estar alerta quando virem alguém entrar, não vale a pena dizer BOM DIA, que irei estar a gritar, nem vale a pena dizer bom dia, porque será ridículo
O melhor é não dizer nada e pronto! Já sei, vou entrar e apenas acenar com a cabeça. Não, não posso fazer isso, e se está alguém que eu conheço lá dentro? Depois tenho de falar com essa pessoa e as outras vão ficar a olhar para mim e a pensar que falo a uns mas outros não merecem ser respeitados nem sequer com um bom dia.
Nã, vou-me embora e não entro. Espero ali fora e fico atento para ver se me chamam. Detesto entrar em salas de espera.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pieces of what

Se há coisas que me começam logo a dar cabo dos nervos assim que penso sequer nelas, para mim ir às compras só pode ser equiparável ao facto de o FCP ser campeão há uma catrefada de anos consecutivos. Mete nojo, são batoteiros, mas lá ficam em primeiro...
Tudo bem que já existem n estudos que indicam que um gajo perde a paciência, entra em stress, e perde anos de vida com a ansiedade ganha só de pensar que necessita de ir às compras. Mas, para mim, o problema não é o facto de ter de ir fazer compras, mas sim o facto de ter de suportar, sem qualquer dó nem piedade, as outras pessoas que lá andam também a fazer compras! Em primeiro lugar, como é que é possível existirem seres que param diante de uma prateleira, com um carro cheio de cenas, ocupando logo uns dois metros espaço em frente ao produto que quero adquirir, e depois, sem darem qualquer possibilidade de mais alguém conseguir ali chegar, perdem n tempo à procura dos óculos para poderem ler os preços afixados! Obviamente que pedir licença ou dizer “desculpe mas necessito só de tirar aí uma coisa” está completamente fora de questão, invariavelmente recebo a resposta “é só um momento, que eu também quero tirar...”. Isto já para não mencionar as pessoas que deixam o carrinho apetrechado quase até ao limite algures junto a uma prateleira num qualquer corredor, voltando a impedir o acesso fácil a alguns produtos que por mero azar são sempre os produtos que necessito de adquirir, e que se eu os quiser ir buscar tenho de mexer no carro, correndo sempre o risco de vir alguém a correr ao mesmo tempo que berra que aquele é o seu carro! Depois, e como não uso carrinhos, para ver se me despacho o mais rápido possível dali, para além de ter de andar constantemente a fazer gincana para tornear os demais veraneantes que por ali pululam, desde crianças que também querem empurrar o carrinho mesmo que isso signifique ir contras coisas e pessoas, crianças aos berros porque querem algo que não está ainda no carrinho ou nas suas mãos, até pessoas que decidiram apenas passear a 1km por hora dentro do mercado, quando finalmente tenho espaço e estou a ver um preço qualquer ou a verificar qual a melhor opção de um qualquer produto, há sempre uma outra pessoa, com carrinho ou então um gigantesco cesto, que não respeita minimamente o espaço pessoal de cada um, essencial à sanidade mental de qualquer ser humano, e que se coloca mesmo à minha frente, ou tão perto de mim ao ponto de conseguir ouvir a sua respiração, a ver o mesmo produto que eu!
Para culminar, pagar nas caixas é o supra sumo do sofrimento dentro do estabelecimento comercial! Hoje, à hora de almoço, depois de ter, cuidadosamente, observado as várias possibilidades onde iria proceder ao pagamento, optei pela caixa com o menor número de pessoas e compras para pagar. Assim dirigi-me para uma caixa que tinha apenas duas pessoas, não com muitas compras, à minha frente, conseguindo eu, mesmo a tempo, ter chegado à frente de um casal com o seu filho e dois carrinhos cheios até ao ponto de um burro (o animal em si) merecer um ordenado por conseguir transportar tal montante de bens!
Já na fila da caixa observei que o casal ocupou logo o lugar atrás de mim e um outro lugar caixa ao lado! De seguida, o clássico e mítico “PÁRA TUDO!” na minha caixa, porque o terminal multibanco avariou quando a primeira das duas pessoas à minha frente procedia ao pagamento. Claro que neste ponto, para além de se pensar que não adianta ir para outra caixa porque vai acontecer exactamente o mesmo, mesmo que eu quisesse ir para outra caixa nem sequer conseguia já que nesta altura tanto o puto como o Pai e o enorme carrinho já invadiam o meu espaço pessoal que, em conjunto com aqueles varões de inox que circundam as caixas, impediam quase que eu me movesse. Nunca consegui compreender a pressa que as pessoas têm em colocar todos os artigos em cima da caixa. Se estão milhões de coisas no carrinho, não seria melhor esperar que haja algum espaço decente na caixa para começar a despejar o mesmo?
Bom, passados os habituais 5, 10 minutos de espera, e resolvido o problema do multibanco, a pessoa à minha frente, uma velhota bem simpática (nota mental – Nunca mais ficar atrás de uma velhota simpática numa caixa, porque depois perde-se a coragem para desatinar) tinha agora a sua vez para pagar. Se a coisa começou logo mal com um cumprimento à menina da caixa que demorou quase tanto tempo como o tempo em que se resolveu o problema do multibanco, a velhota ainda trazia consigo dois sacos de pano onde as compras devem ser sempre colocados pela ordem que ela acha melhor mas como lhe doem as costas é melhor ser a menina da caixa a arrumar as coisas dentro dos sacos! De seguida o segundo clássico e mítico “PÁRA TUDO!”, uma vez que as maçãs que a velhota escolheu não têm afixado o preço que a menina da caixa acabou de marcar, mas outro preço que, depois de repetir várias vezes a historia com a sequência de movimentos feitos na busca das maçãs, obrigou a menina a pedir a alguém que confirmasse o preço das maças. Escusado será dizer que após mais uma amena conversa e um monte de compras agora atrás das minhas na caixa (finalmente o puto e Pai tinham conseguido descarregar o carro todo e o Pai já ajudava a Mãe a fazer o mesmo na outra caixa), o preço correcto era o afixado pela menina da caixa em primeiro lugar. Como de costume, o pedido de desculpas e o “Ai menina não ligue, a minha cabeça já não é o que era” apaziguavam tudo. Chegado então, e finalmente, o momento de a velhota pagar, ela decide que afinal quer pagar com multibanco e não em dinheiro “Porque me dá mais jeito”, disse enquanto procurava os óculos para começar a procurar o cartão de multibanco. Por que raio é que as pessoas esperam sempre até ao último momento para irem à carteira buscar o cartão de multibanco? Estão n tempo à espera que chegue a sua vez, quando chega a sua vez, têm de ir procurar o cartão de multibanco! Mesmo antes de pagar, a velhota ainda se lembrou que tinha uns talões e um cartão, mas que afinal eram de um outro supermercado concorrente...Nem sei quanto tempo ali fiquei! Com franqueza pá...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Every Day Is Yours To Win

Se há coisas que me começam logo a dar cabo dos nervos, são as pequenas obrigatoriedades diárias a que qualquer indivíduo está sujeito no seu dia-a-dia. Ontem, findo o habitual jantar das quintas, só porque fulano tinha dito a beltrano (outra coisa que me começa logo a causar refluxo gástrico) que é um sítio espectacular, a pequena comandita, meio inebriada pelo tinto que ensopava o repasto, decidiu rumar ao pavilhão chinês sem mais delongas.
Ali chegados, comecei logo por dizer que eu não entrava. Sou completamente contra o facto de existirem estabelecimentos que me informem à porta que o consumo é obrigatório. Eu sou livre e faço aquilo que eu quiser, vociferei eu ao mesmo tempo que uma chuva de perdigotos salpicava a calçada. Após a usual discussão sobre a alienação que o consumo provoca, caralhadas, princípios que regem o carácter de cada um, e o comum último recurso de apelo à amizade que anos e anos não corrompem, lá entrámos todos para dentro do "bar" cheio de mil e uma paneleirices que não interessam nem ao menino Jesus, mesmo aqueles que gostam de acreditar em fábulas religiosas!
Uma vez lá dentro, quando chegou a minha vez de formular o meu pedido, fui confrontado com a resposta, isso não temos nem servimos aqui, temos é uns cocktails muito bons!
Então eu estou num vermelho pavilhão chinês, sou informado à porta que estou obrigado a consumir a partir do momento em que ali entro, peço, apenas e só para não estragar o ambiente do jantar de grupo, um chao min, dizem-me que não há e ainda me tentam impingir cocktails capitalistas! Com franqueza...