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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Banda Sonora

É bom quando se vê o povo fazer pela vida, lutar por ideais, não se resignar, e acima de tudo fazer ver que, de facto, quem mais ordena é o povo. Um povo determinado consegue sempre...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Acrylic afternoons

- Está calado ó cota! Eu ainda não tinha seis anos e já tinha e-mail...

- Grande coisa! Eu tenho correio desde que nasci.

Joyriders

- Agora já percebi porque é que os U2, mesmo fazendo álbuns ainda piores do que os anteriores, têm cada vez mais dinheiro! A mim é que nunca mais me apanham em nada dessas porcarias de solidariedade...

- Porquê?

- Porque é tudo pro bono...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O sonho dos meus amigos é ter um GTI

Pergunto-me o que diria Freud sobre a repentina opção de grande parte das mulheres que fumam preferirem agora desfrutar daqueles cigarros maiores, mas muito mais fininhos...

Feast or famine

- Não tens pena, ou te arrependes, daqueles dias em que não fizeste nada, ou não aprendeste nada?

- Não. Só me arrependo dos dias que já vivi mas que ainda não aconteceram...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

My heart is a drummer

- Apercebi-me hoje que se matar uma pessoa no espaço não irei ser condenado por isso.

- Porquê?

- Porque não tem gravidade.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Bad Love

- O que é que preferias, ser careca à frente e ficar com uma testa até meio da cabeça, ou ser careca atrás e ficar com uma coroa tipo os chapeuzinhos do Papa?

- Definitivamente ficar com o chapeuzinho do Papa. Assim, caso eu um dia queira ser papa, posso sempre dizer que tenho o cabelo assim para o chapéu me assentar mesmo bem, tipo tatuagem, uma cena que diz logo que o meu destino seria ser Papa. Além disso, ser Papa é como ser o James Dean para a terceira idade. Já viste bem, eu, no alto dos meus 70 anos, ter um monte de velhas em todo o mundo que no meio das conversas entre elas dizem que se pudessem comiam o Papa todo! Aposto contigo que a D. Joana, aquela beata do café, pensa nisso todos os dias, pela forma como ela fala do Padre novo. Também, desde nova que ouve aquela música...

- Por falar em comer, curte-me lá aquela gaja que vai ali a passar agora. Alto pedaço de mau caminho, digo-te já?

- Aquela gordita? Porquê?

- Porque da forma que eu curto comer, se andasse com ela, num instante iria ficar como ela...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

No I in Threesome

- Não, espera, já sei que tipo de pessoa é que tu és. Tu és daquele tipo de pessoas que gosta de completar as ultimas duas palavras de uma frase que está a ser proferida pela pessoa que está a falar contigo. És daquelas pessoas que diz, exactamente, e que abana afirmativamente com a cabeça, em sinal de absoluta concordância com o interlocutor. Ris-te, nem muito, nem pouco, o suficiente, o que basta para deixar a outra pessoa com a sensação de que está a dizer a verdade, a única e verdadeira verdade. Apesar de não gostar desse tipo de pessoas, reconheço que têm a sua importância, principalmente para as pessoas que gostam de ser bajuladas e que acham que tudo o que dizem é o que está certo.

- Ai é? Eu também já sei que tipo de pessoa és. Tu és daquele tipo de pessoas que são sempre parvas...

- Pronto. Tinha que vir a estupidez! Não se consegue ter uma conversa em termos contigo...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Circunlóquio objectivo

À medida que a sombra invadia o poente
A bolha de ar, que o primordial nível ostentava;
Desapareceu de repente, tolhendo todo e qualquer equilíbrio em seu redor
num raio oblíquo de cento e cinquenta metros exactamente
O velho, flutuando ao lado da poltrona, olha agora, freneticamente, para cima e para baixo
Suspirando veementemente à medida que o tempo passa por cima do cocuruto,
e as paredes se habituam a ser chão
Com um esgar feliz, o generoso ápice cedido pela gravidade proporcionou que,
o ambicionado ensejo,
Quantas vezes teria a oportunidade passado?
pudesse ser agora concretizado.
Sem nada mais que pudesse ocupar-lhe a mente
contorceu-se, esticou-se, com o intuito único de agarrar,
e desta vez com as duas mãos
Os Desejos, efémeros, que há muito, e sem saber,
tinha deixado escapar,
e que o acaso, ou o ocaso, tinham agora, inesperadamente,
Dispersado, subtilmente, pelo éter.
Sem qualquer aviso prévio, ou um preâmbulo sequer
Caiu, duro, teso, na terra castanha, húmida, cheia de larvas e vida invisível.
Deram com o seu corpo nove dias depois
Junto a um bidé beije colado em azulejos brancos e pretos
que formavam losangos perfeitos a quem de cima para os mesmos olhava
Consta que tinha sido ali, no centro de um dos rombos,
que um dia havia sido feliz, durante um minuto inteiro.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

C'mere

O melhor plano para se ser feliz é não fazer ou ter qualquer tipo de plano ou projecto para ser feliz. Apesar de ser um plano, é um plano que não exige planos e tem a vantagem, num outro plano, de não ficarmos decepcionados com o resultado final.

Narc

A cara. A cara consiste na expressão facial, completamente indescritível, que uma pessoa faz num restaurante, numa discoteca, num concerto, etc. A cara surge normalmente quando de repente, num momento qualquer, começa a dar a música da vida dessa pessoa. Nesse momento a musica que dá sentido à vida dessa pessoa está a dar e a pessoa sente-se emocionada, dá um pulo de alegria, sorri ferozmente, já não se consegue conter mais a sua excitação. O corpo começa então a abanar ao som da música, os olhos fecham-se, a cabeça começa também a andar de um lado para o outro, já nada pode parar a cara. A pessoa, em pleno delírio, fora de si, começa a cantar a música da sua vida. Canta a plenos pulmões, num êxtase total e completo!
A cara surge finalmente no preciso momento em que tudo isto está a acontecer e a pessoa, com a maior alegria do mundo, canta a música que fez a sua vida nascer, sem saber sequer a letra...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Glass Palace

Recordo-me perfeitamente da minha professora de educação visual do 7º ano mandar um grande raspanete a uma colega minha, por ela lhe ter dito que não gostava do nome que tinha. Na altura, a justificação da professora assentava na ideia de que todos os nomes escolhidos e dados às pessoas tinham uma razão inexplicável de ser, e que mais cedo ou mais tarde todas as pessoas acabam por gostar muito e, acima de tudo, ter cara do nome que têm.
Ora eu nunca acreditei muito naquela teoria, embora até concorde que mais cedo ou mais tarde as pessoas acabem por gostar muito do nome que têm. No entanto, não deixa de ser irónico, como é por exemplo o caso comprovado do Carlos Castro hoje, o nome que certas pessoas têm desde que nasceram...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Lazarus heart

Não suporto, nem tenho paciência, as pessoas que estão constantemente a falar sobre si. Não as consigo perceber! É quase uma fixação por elas próprias, fazendo com que isso lhes impeça de conseguirem falar sobre mais alguma coisa que não sobre si mesmo! Sempre eu, eu, eu, então e eu? Parece mesmo que essas pessoas gostam de contar, com todos os pequenos e insignificantes pormenores, as mais estúpidas coisas que aparentemente lhes estão constantemente a acontecer, e sempre como se fossem as coisas mais extraordinárias, ou as maiores tragédias, ou as coisas mais cómicas. Por razões que desconheço, as que são consideradas as mais cómicas são normalmente as mais visadas. Mais confusão me faz quando assisto a uma conversa entre duas pessoas, onde uma está a contar uma situação qualquer que lhe aconteceu, e a outra pessoa, assim que ela termina de contar o que estava a contar, começa de imediato a debitar também uma outra história da sua vida, sem ligar ou opinar absolutamente nada sobre o que ouviu. Normalmente começa sempre com uma frase do género: “Se isso foi a ti, a mim ainda me aconteceu pior… …”. E pumba, lá vem mais uma história qualquer. Como se isto já não fosse o bastante, a primeira que tinha iniciado a conversa, mais uma vez depois de ouvir muito atentamente a história da outra, ainda responde: “Ah, mas isso não é nada comparado como que me aconteceu no outro dia, queres ouvir esta?... …”. Escusado será dizer que ainda vamos para uma terceira, quarta, quinta história. Sim, porque desconfio que este tipo de conversas deva ser uma competição instituída. Este tipo de conversas serve sempre para ver quem é que consegue ter a história mais desgraçada, a mais engraçada, a mais triste, etc. Sempre na primeira pessoa, sempre eu, eu, eu. Então e eu?
Obviamente que neste tipo de conversas/competição, cada resposta que é dada nunca é um comentário, ou uma opinião ao que se acabou de dizer. É logo uma resposta a contar também um episódio qualquer da vida delas. Um espectador de uma destas conversas consegue observar a pessoa que fala a falar muito interessadamente e efusivamente sobre o que está a contar, e a pessoa que ouve muito atenta ao que está a ouvir. Mas ao contrário do que se possa pensar, o ouvinte apenas ouve interessado para que possa, enquanto ouve, ir aos confins da memória buscar uma história ainda melhor do que a que está a ouvir para que a possa contar assim que perceba que a outra pessoa terminou o que estava a dizer. Por vezes o esforço de memória não chegou a lado nenhum e então a melhor solução que têm é passar para a secção das conversas filosóficas sobre o que é que fariam se fossem uma determinada pessoa numa determinada situação. Sempre eu, eu, eu, então e eu?
Se ainda fosse necessário uma confirmação, ela surge quando numa destas conversas entre duas pessoas surge uma terceira pessoa e interrompe abruptamente, com os habituais cumprimentos da praxe, tanto a pessoa que estava a falar como a pessoa que estava a ouvir, e começa de imediato a contar uma coisa muito importante sobre o que lhe aconteceu durante o dia. Nesta altura, para um mero espectador, nunca iremos saber o fim da conversa que estava a haver antes do terceiro interlocutor ter interferido. O que evidencia claramente a falta de interesse dos ouvintes, e até de quem está a falar!
Desisto. Sempre eu, eu, eu. Então e eu, quando é que eu irei ter uma oportunidade de me conhecer a mim próprio?

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Us Godless Teenagers

- Sabes aquela gaja loura que anda sempre vestida com calças justíssimas enfiadas por tudo quanto é lado, que nos costuma atender no café à hora de almoço?

- Sim, o que é que tem?

- Ela está sempre com um sorriso parvo nos lábios enquanto trabalha e atende as pessoas, parece que está sempre a gozar...

- Com aquelas calças sempre vestidas daquela forma, eu tenho quase a certeza que ela passa o dia a gozar...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Conversation 16

É raro,
De quando em vez,
Muito raro,
De tempos a tempos,
Raríssimo,
Esporadicamente,
Rarissimamente,
Extemporaneamente,
É de uma raridade,
Não é costume,
É extremamente raro,
Não tenho o hábito,
Raridade absoluta,
Uma vez por outra,
Lá quando o Rei faz anos.
Repito-me.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Associação CAIS quer tornar pobreza ilegal

"...A CAIS, uma associação de apoio aos sem-abrigo, vai apresentar uma proposta aos partidos com assento parlamentar para que a pobreza seja ilegalizada e o Estado seja multado por não conseguir reduzir o número de pobres em Portugal..."

Ora aí está uma boa proposta! Pena é que os mercados andem para aí a dizer que Portugal é um estado pobre... Se o estado fosse as empresas privadas e os bancos que dão milhões e milhões de lucro, que mesmo com a crise a crescer dividem esses milhões de lucros pelos accionistas antes de as medidas de austeridade entrarem em vigor...

Camboja casa duas cobras pitons para atrair sorte

"...Centenas de cambojanos participaram esta segunda-feira na curiosa e inédita cerimónia de casamento de duas cobras pitons, que, segundo a crença, traz boa sorte..."

Em Portugal, há uns anos, a Manuela Guedes casou com o José Moniz! O resultado foi uma estação de tv mediocre à frente nas audiências há 6 anos, segundo um estudo apresentado hoje!
Traz sorte para quem mesmo o casamento entre duas cobras?

If It Be Your Will

Nunca consegui perceber porque é a palavra tardinha representa a parte da tarde onde a mesma atinge o seu maior comprimento!