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segunda-feira, 14 de março de 2011

Pieces of what

Se há coisas que me começam logo a dar cabo dos nervos assim que penso sequer nelas, para mim ir às compras só pode ser equiparável ao facto de o FCP ser campeão há uma catrefada de anos consecutivos. Mete nojo, são batoteiros, mas lá ficam em primeiro...
Tudo bem que já existem n estudos que indicam que um gajo perde a paciência, entra em stress, e perde anos de vida com a ansiedade ganha só de pensar que necessita de ir às compras. Mas, para mim, o problema não é o facto de ter de ir fazer compras, mas sim o facto de ter de suportar, sem qualquer dó nem piedade, as outras pessoas que lá andam também a fazer compras! Em primeiro lugar, como é que é possível existirem seres que param diante de uma prateleira, com um carro cheio de cenas, ocupando logo uns dois metros espaço em frente ao produto que quero adquirir, e depois, sem darem qualquer possibilidade de mais alguém conseguir ali chegar, perdem n tempo à procura dos óculos para poderem ler os preços afixados! Obviamente que pedir licença ou dizer “desculpe mas necessito só de tirar aí uma coisa” está completamente fora de questão, invariavelmente recebo a resposta “é só um momento, que eu também quero tirar...”. Isto já para não mencionar as pessoas que deixam o carrinho apetrechado quase até ao limite algures junto a uma prateleira num qualquer corredor, voltando a impedir o acesso fácil a alguns produtos que por mero azar são sempre os produtos que necessito de adquirir, e que se eu os quiser ir buscar tenho de mexer no carro, correndo sempre o risco de vir alguém a correr ao mesmo tempo que berra que aquele é o seu carro! Depois, e como não uso carrinhos, para ver se me despacho o mais rápido possível dali, para além de ter de andar constantemente a fazer gincana para tornear os demais veraneantes que por ali pululam, desde crianças que também querem empurrar o carrinho mesmo que isso signifique ir contras coisas e pessoas, crianças aos berros porque querem algo que não está ainda no carrinho ou nas suas mãos, até pessoas que decidiram apenas passear a 1km por hora dentro do mercado, quando finalmente tenho espaço e estou a ver um preço qualquer ou a verificar qual a melhor opção de um qualquer produto, há sempre uma outra pessoa, com carrinho ou então um gigantesco cesto, que não respeita minimamente o espaço pessoal de cada um, essencial à sanidade mental de qualquer ser humano, e que se coloca mesmo à minha frente, ou tão perto de mim ao ponto de conseguir ouvir a sua respiração, a ver o mesmo produto que eu!
Para culminar, pagar nas caixas é o supra sumo do sofrimento dentro do estabelecimento comercial! Hoje, à hora de almoço, depois de ter, cuidadosamente, observado as várias possibilidades onde iria proceder ao pagamento, optei pela caixa com o menor número de pessoas e compras para pagar. Assim dirigi-me para uma caixa que tinha apenas duas pessoas, não com muitas compras, à minha frente, conseguindo eu, mesmo a tempo, ter chegado à frente de um casal com o seu filho e dois carrinhos cheios até ao ponto de um burro (o animal em si) merecer um ordenado por conseguir transportar tal montante de bens!
Já na fila da caixa observei que o casal ocupou logo o lugar atrás de mim e um outro lugar caixa ao lado! De seguida, o clássico e mítico “PÁRA TUDO!” na minha caixa, porque o terminal multibanco avariou quando a primeira das duas pessoas à minha frente procedia ao pagamento. Claro que neste ponto, para além de se pensar que não adianta ir para outra caixa porque vai acontecer exactamente o mesmo, mesmo que eu quisesse ir para outra caixa nem sequer conseguia já que nesta altura tanto o puto como o Pai e o enorme carrinho já invadiam o meu espaço pessoal que, em conjunto com aqueles varões de inox que circundam as caixas, impediam quase que eu me movesse. Nunca consegui compreender a pressa que as pessoas têm em colocar todos os artigos em cima da caixa. Se estão milhões de coisas no carrinho, não seria melhor esperar que haja algum espaço decente na caixa para começar a despejar o mesmo?
Bom, passados os habituais 5, 10 minutos de espera, e resolvido o problema do multibanco, a pessoa à minha frente, uma velhota bem simpática (nota mental – Nunca mais ficar atrás de uma velhota simpática numa caixa, porque depois perde-se a coragem para desatinar) tinha agora a sua vez para pagar. Se a coisa começou logo mal com um cumprimento à menina da caixa que demorou quase tanto tempo como o tempo em que se resolveu o problema do multibanco, a velhota ainda trazia consigo dois sacos de pano onde as compras devem ser sempre colocados pela ordem que ela acha melhor mas como lhe doem as costas é melhor ser a menina da caixa a arrumar as coisas dentro dos sacos! De seguida o segundo clássico e mítico “PÁRA TUDO!”, uma vez que as maçãs que a velhota escolheu não têm afixado o preço que a menina da caixa acabou de marcar, mas outro preço que, depois de repetir várias vezes a historia com a sequência de movimentos feitos na busca das maçãs, obrigou a menina a pedir a alguém que confirmasse o preço das maças. Escusado será dizer que após mais uma amena conversa e um monte de compras agora atrás das minhas na caixa (finalmente o puto e Pai tinham conseguido descarregar o carro todo e o Pai já ajudava a Mãe a fazer o mesmo na outra caixa), o preço correcto era o afixado pela menina da caixa em primeiro lugar. Como de costume, o pedido de desculpas e o “Ai menina não ligue, a minha cabeça já não é o que era” apaziguavam tudo. Chegado então, e finalmente, o momento de a velhota pagar, ela decide que afinal quer pagar com multibanco e não em dinheiro “Porque me dá mais jeito”, disse enquanto procurava os óculos para começar a procurar o cartão de multibanco. Por que raio é que as pessoas esperam sempre até ao último momento para irem à carteira buscar o cartão de multibanco? Estão n tempo à espera que chegue a sua vez, quando chega a sua vez, têm de ir procurar o cartão de multibanco! Mesmo antes de pagar, a velhota ainda se lembrou que tinha uns talões e um cartão, mas que afinal eram de um outro supermercado concorrente...Nem sei quanto tempo ali fiquei! Com franqueza pá...

1 comentário:

Lena Berardo disse...

Porra! (desculpa) Haja alguém que me entende!!!
Se eu te entendo.... detesto ir ao supermecado. Detesto filas. Detesto pessoas que me empurram. Detesto! Detesto! Detesto!
(nunca pensei poder desabafar assim sobre isto) :)
(Ah! E maldita lei de Murphy!!!)