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sexta-feira, 4 de março de 2011

Every Day Is Yours To Win

Se há coisas que me começam logo a dar cabo dos nervos, são as pequenas obrigatoriedades diárias a que qualquer indivíduo está sujeito no seu dia-a-dia. Ontem, findo o habitual jantar das quintas, só porque fulano tinha dito a beltrano (outra coisa que me começa logo a causar refluxo gástrico) que é um sítio espectacular, a pequena comandita, meio inebriada pelo tinto que ensopava o repasto, decidiu rumar ao pavilhão chinês sem mais delongas.
Ali chegados, comecei logo por dizer que eu não entrava. Sou completamente contra o facto de existirem estabelecimentos que me informem à porta que o consumo é obrigatório. Eu sou livre e faço aquilo que eu quiser, vociferei eu ao mesmo tempo que uma chuva de perdigotos salpicava a calçada. Após a usual discussão sobre a alienação que o consumo provoca, caralhadas, princípios que regem o carácter de cada um, e o comum último recurso de apelo à amizade que anos e anos não corrompem, lá entrámos todos para dentro do "bar" cheio de mil e uma paneleirices que não interessam nem ao menino Jesus, mesmo aqueles que gostam de acreditar em fábulas religiosas!
Uma vez lá dentro, quando chegou a minha vez de formular o meu pedido, fui confrontado com a resposta, isso não temos nem servimos aqui, temos é uns cocktails muito bons!
Então eu estou num vermelho pavilhão chinês, sou informado à porta que estou obrigado a consumir a partir do momento em que ali entro, peço, apenas e só para não estragar o ambiente do jantar de grupo, um chao min, dizem-me que não há e ainda me tentam impingir cocktails capitalistas! Com franqueza...