• FIM
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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ring the bells

Está explicado o porquê de o bigode estar na moda, e qual a sua real função, bem como a real utilidade de hoje em dia se removerem todos os pêlos púbicos!

"Os machos de uma espécie mexicana de peixe usam bigodes para se tornarem mais atraentes para as fêmeas, segundo um estudo publicado esta quarta-feira.
Até agora, os cientistas não sabiam por que os peixes da espécie conhecida como Molinésia mexicana (Poecilia sphenops) desenvolveram uma estrutura similar a um bigode acima do lábio.

Mas o estudo, publicado na revista especializada Behavioral Ecology and Sociobiology, revelou que as fêmeas acham o bigode sexualmente atraente.

Além do apelo visual, o bigode pode também ser usado para estimular o órgão sexual das fêmeas.

"
In DiarioDigital

terça-feira, 29 de junho de 2010

No one is watching

- O que é que estás a fazer?

- Estou a olhar para os cabos do eléctrico…

- Porra! Só tu para estar a uma hora destas a olhar para os cabos do eléctrico! Por que é que estás a olhar para os cabos do eléctrico? O que raio é que te poderá chamar a atenção nisso?

- Já reparaste bem nos cabos de um eléctrico? No percurso que os cabos de eléctricos fazem? Eles representam a vida citadina em todo o seu esplendor. Se por um lado só existem nas cidades. Nas grandes cidades. Significando isso que há tecnologia, electricidade para todos, longas distancias a percorrer dentro da mesma localidade, prédios altos e à brava, pessoas de um lado para o outro com fartura, por outro lado, se olhares para os cabos, vês que eles são, na maioria do tempo no seu percurso, paralelos, para de vez em quando, em cada entroncamento de carris, se cruzarem em emaranhados de linhas obliquas. Se estabeleceres nisso um paralelo com a vida citadina, com a vida paralela que cada pessoa tem em relação à pessoa que vai sentada ao lado dela no eléctrico, e no acaso, no milagre que ocorre de quando em vez, pelo menos uma vez por dia, de uma dessa pessoas se cruzar com outra e daí surgir uma amizade, paixão, relação cordial, o que quer que seja, vês que os cabos do eléctrico, principalmente à noite, têm muito para te dizer sobre a cidade…

- Ah, claro! Como é que eu não tinha pensado nisso! Queres então dizer-me que o facto de teres mamado duas garrafas de vinho não tem nada a ver com o facto de estares agora a olhar para o céu, dizes tu que para os cabos do eléctrico, com cara de parvo! Não tem mesmo nadinha nada a ver..Está bem abelha...

Let's grow old together and die at the same time

A partir de amanhã os dias deixam de ter 24 horas!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fé Vs Ciência

O Robinho, quando marca um golo, ajoelha-se, ao mesmo tempo que estica os braços em direcção ao céu, e, à semelhança de grande parte dos jogadores do Brasil, agradece a Deus o facto de ter conseguido marcar golo. Quando falha um golo, ou vê um golo seu anulado por se encontrar fora de jogo na altura do passe, olha para o céu, ou para o infinito horizonte, e diz "Caralho"! Há que louvar a sua coerência, em ambas as situações é sempre O criador o visado pela consequência dos seus actos!

A place to hide

O Narciso, sempre que sente uma necessidade profunda de reflectir, aninha-se na sala forrada de espelhos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

To lose my life

Estás a ver? Aqui começa a avenida cheia de ruas perpendiculares e quarteirões, com candeeiros de ferro forjado e franzido, usualmente debruados por carros minuciosamente estacionados nos rectangulos perfeitos de granito, que irradiam uma luz fosca e amarela por todo o lado, com árvores centenárias de troncos retorcidos a decorar. Ao fundo, quase a perder de vista, ali, no seguimento do já minúsculo arranha-céus, é onde acaba...Não estás a ver nada, pois não? Pois... Acho que esse é que é o teu problema. Não consegues nunca saber ao certo quando é que uma coisa começa, tal como não consegues ver quando é que acaba. Se calhar é por causa disso que nunca sabes quando é que deves lutar. Ou então lutas quando já não há nada mais a fazer porque já deixaste passar o momento de lutar, porque não te apercebeste que era isso que devias ter feito. Tens de olhar. Olha. Olha com atenção. Tenho a certeza que se olhares com olhos de ver que vais saber em qual rua é que deves virar...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

From one Jesus to another

E finalmente chegava o primeiro dia. Ao contrário da maioria, dirigiu-se sem medo, sem grandes excitações, e convicto, para a sala, contente e feliz da vida com a nova diversão que se avizinhava. Até então, todos os seus interesses giravam em torno de si mesmo e dos seus pequenos prazeres. Na sua pequena mente, para além do facto de nada mais, nessa altura, ser importante, desconhecia por completo a existência de outras possibilidades. Assim que se aproximou da ombreira da porta, inebriado pelo misto de cheiros provenientes do invisível pó, da madeira dos paralelepípedo expostos meticulosamente nos parapeitos das enormes janelas de cortinas brancas, e das cartolinas de todas as cores armazenadas nos armários com as portas de vidro fechados a sete chaves, entrou de rompante na sala e calcorreou a mesma de uma ponta a outra, duas vezes, só para poder ouvir o barulho das solas duras dos seus sapatos a bater contra a madeira velha, mas rija, do chão. Imaginando-se a subir para cima de um palco, onde todas as atenções lhe estavam dirigidas, sentiu um particular prazer quando subiu o degrau que dava acesso a um pequeno palanque que havia no fundo da sala junto ao quadro preto. Os outros, de cara assustada, assim que entravam dirigiam-se rapidamente para uma cadeira, e aí permaneciam, mudos e quietos, à espera da senhora, conforme lhes tinha sido dito para fazer. No preciso momento que dançava em cima do pequeno palco, provocando o riso a quase todos os presentes, com cara de muito poucos amigos, entrou, altiva, a senhora que todos aguardavam. Ao entrar, soltou de imediato um berro com o intuito de parar com aquilo que a partir desse dia ficou a saber chamar-se algazarra! Todo o seu corpo estremeceu quando ouviu aquela voz. Sem saber o que pensar ou dizer, após dois segundos de espanto profundo, completamente refeito do susto, olhou para a senhora da voz temível e sorriu, com toda a genuidade que a inocência permite. Novamente sem saber o que pensar ou dizer, depois de ter levado dois enormes e disparatados tabefes na cara, sob a justificação de que não eram admitidas faltas de respeito, provou finalmente o sal que sabe a tristeza, e sentiu o sabor de uma ignorância que faz com que a inocência deixe de saber, para sempre, o caminho de regresso. Findo esse dia, jamais alguém ouviu a sua voz ou viu novamente seu sorriso.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Banda Sonora

Ao fundo, caída sob o parapeito de pedra, fria, da janela, uma garrafa de rum misturado com uma fruta qualquer jaz sem a mínima possibilidade de se conseguir determinar há quanto tempo. O sofá, semi-coberto pelos cortinados cor de laranja amarrotados, olha para a garrafa com o mesmo desprezo de sempre, imune a todo e qualquer tipo de sentimento que nele outrora assentou. Infecto, o cinzeiro inundado de pontas de cigarros e ganzas, lenta e meticulosamente, quase sem sequer se conseguir dar por isso, vai espalhando cinza para cima da mesa coberta de livros, alguma roupa, papéis cheios de anotações de ideias pré-concebidas e de planos para um futuro obsoleto, causando, inadvertidamente, sensações simultâneas de proximidade. Lá fora, através do vidro baço rachado pelo vento, distingue-se nitidamente o jardim verde e castanho, pejado de portas antigas de madeira podre, de pedras partidas, e de restos de arvores e de plantas viçosas, do som que o cair da noite provoca e instiga o gigante melro, em conjunto com as medricas rolas, a cantar destemidamente, sempre dentro do compasso causado pelo bater da chuva, ignorando, tais criaturas, e por completo, que um dia, qualquer, a garrafa albergou liquido, que o sofá foi acolhedor, e que o cinzeiro brilhou como um cristal que acaba de reflectir um raio de luz, que por si só, o raio, já irradiava ventura para quem para ela, para ela, tivesse, de frente, coragem para olhar…

The House of love - Shine on

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Raiva acumulada #9

- Olá…

- Olá, então a entrevista, como correu?

- Não era bem uma entrevista, mas acho que correu bem! Bom, pelo menos, acho que o deixei a pensar no que lhe disse...

- A pensar! Como assim?! Deixaste-o a pensar?!

- Acho que sim! Não sei, só acho, mais nada!

- Foste para lá desatinar, não foste?

- Não! Foi tudo normal e fiz tudo normalmente como tu gostas! Só houve uma coisa que ele me disse que me chateou, mais nada.

- O quê?

- Ele disse-me que estava lá na qualidade de entidade contratada para seleccionar a pessoa indicada para o cargo…

- E por que é que isso que te chateou?

- Foi a afirmação em si! Em primeiro lugar não compreendo bem o sentido da afirmação! O que é que ele quer dizer com isso?! Estará a querer desculpabilizar-se?! É que se ele faz a afirmação para dissociar o factor profissional do factor pessoal, a fim de me dizer indirectamente que não é nada de pessoal tudo bem. Agora se ele o diz, só para me demonstrar que indirectamente é ele quem manda ali, e, ou eu me porto bem e digo o que ele quer ouvir, ou ele não terá pejo nenhum em não me contratar, isso comigo não resulta! Em segundo lugar, não percebo por que é que ele faz essa afirmação, numa altura em que já fiz não sei quantos testes psicotécnicos, em que, penso eu, os resultados que dali advêm não podem deixar de forma nenhuma, qualquer tipo de margem para escolhas com base no factor pessoal! Por falar nisso, achas que eles publicam os resultados deste tipo de testes, num sítio público qualquer?

- Não acho que não! Por que é que haveriam de os publicar?! Quem é que quer saber dos resultados de uns psicotécnicos a não ser as pessoas que vão contratar a pessoa, e a própria pessoa, evidentemente?! Para além disso, acho que ele só te disse que estava ali na qualidade de entidade contratada, muito provavelmente porque queria dar um sentido profissional à coisa. Sabes como é, dar a impressão de que é uma pessoa muito importante...

- Olha! Não tinha pensado nessa hipótese! Que até é, talvez, a mais provável! Apesar de essa mania me fazer uma confusão desgraçada à cabeça, admito que é muito comum as pessoas dissociarem-se, em certas ocasiões, de cargos ou lugares que ocupam! Dizem que estão ali na qualidade de não sei o quê e não na qualidade do não sei que mais! Não consigo entender, por mais que tente, perceber essa dissociação! Qual qualidade?! E por que é que é uma qualidade e não um defeito?! Se essas pessoas são sempre a mesma pessoa, como é que elas conseguem diferenciar a sua lógica de raciocínio para as diferentes qualidades que assumem, se a forma delas pensarem está intrínseca ao seu ser?

- Pronto, já vi tudo! Começaste com esse tipo de conversa para o homem, o homem irritou-se e tu ficaste contente com isso e vieste embora! Não foi?

- Não! Não foi. Por acaso, nem sei como é que me contive, mas não lhe disse nada a este respeito. Achei por bem não dizer nada uma vez que estava numa entrevista para um emprego. Tenho a perfeita noção de que se eu lhe dissesse alguma coisa a este respeito ele não entenderia o motivo de eu lhe estar a falar sobre isto naquela altura.

- Ai sim?! Então por que é que dizes que o deixaste a pensar?

- Porque, por acaso, enquanto ele se preparava para me divulgar os resultados dos testes que fiz, tivemos uma troca de pontos de vista interessante acerca do modo como eles chegam aos resultados dos testes! A dele, talvez diferisse um pouco da minha, mas no cômputo geral, até acho que temos pontos de vista comuns sobre o modo como eles chegam ao resultado…

- Tu?! Tu concordaste com alguém nalguma coisa?! Não acredito! Em que é que vocês concordaram?

- Em nada. Mas houve uma altura, logo ao início da conversa, que ele até acertou numas coisas!

- Já vi para onde é que isto vai! Acertou em quê?

- Disse-me que eu gostava de artes, que eu era um poeta!

- Não me digas que foste para lá armado em parvo a dizeres que és um actor?

- Então?! Se eu sou um actor por que é que eu não o hei de o assumir perante as pessoas?

- Porque é uma estupidez! Porque tu não és actor! Porque as pessoas pensam que és parvo quando começas com essa conversa, e, principalmente, porque só o dizes quando não tens mais nada para irritar a pessoa com quem estás a falar. Por que é que fizeste isso hoje? Logo hoje e numa entrevista de trabalho? Tiveste medo dos resultados dos testes que fizeste não foi? Pela primeira vez fizeste os testes de uma forma seria e tiveste medo que todas as tuas teorias sobre esses testes se fossem por água abaixo quando ele te dissesse os resultados, não foi? Tu devias estar prestes a perceber que eles até tinham acertado, como tu não consegues concordar com nada que não tenhas antes tu próprio pensado, disseste que és actor! Não foi?

- Não. Não foi isso! Não sei porque é que estás a dizer isso agora até! Já tínhamos falado sobre o facto de eu ser actor, e tu até tinhas concordado que eu sou um actor da vida real! Para além disso, só o disse hoje porque o homem me pareceu arrogante comigo! Foi só por isso, mais nada…

- Está bem pronto. És um actor da vida real, como todos nós somos. Até concordo com esse teu ponto de vista. Mas por que é que tinhas de dizer isso ao homem?! Tens de concordar que não estando dentro do contexto do que estás a dizer, é difícil entender…

- Mas tu sabes que é exactamente isso que eu gosto! Sabes que gosto de provocar a dúvida na pessoa que está a falar comigo, sobre a seriedade ou não, da conversa que eu estou a ter com ela nesse momento. Hoje... olha, não resisti e fi-lo outra vez.

- Tu é que sabes. A mim não me interessa. Tu é que dizes que queres arranjar um emprego normal e ter uma vida normal! Acho graça é depois vires com coisas! Primeiro ele tinha dito uma coisa que te tinha chateado, depois já tinha sido arrogante, e depois é mais não sei o quê, e é sempre a mesma coisa! Para quê?! Porquê?! Por que é que não consegues ser uma pessoa normal?! Por que é que não conseguimos ter uma vida como as outras pessoas todas têm? O que é que estás a fazer? Ainda agora chegaste, já vais sair outra vez? Tu ouviste alguma coisa do que eu te acabei de dizer?...

- Já falámos tantas vezes sobre isto! Quando falamos e tu não estás assim, eu penso que tu me compreendes. Mas depois, quando chegamos a uma circunstância como esta, vejo que não me entendes. Vou até lá abaixo, não queres vir? Anda, vamos espairecer. Anda, vai fazer-nos bem. Não vale a pena estares sempre com coisas…

- Não. Não tenho paciência. Tu agora, só para me provar, pela enésima vez, as coisas que dizes, vais dar uma de actor outra vez e eu já vi como é que vai terminar a noite. Hoje não tenho paciência. Diz-me só uma coisa que não me chegaste a responder. Fizeste os testes psicotécnicos a sério e tiveste medo que os resultados estivessem correctos ou foi tudo como sempre fazes?

- Não sei bem! Eu fiz os testes e pronto, estão feitos, foi só isso. Dá-me um beijo…

- Não, neste momento estou nervosa e não te quero dar beijos, até logo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

I took your name

A Amélia Ribeirinho casou, no passado Domingo, com o Vítor Rio. Outra coisa também não seria de esperar, lá na aldeia toda a gente sabe que ela, desde pequenota, sempre teve a mania das grandezas.

Born of frustration

A Mãe do Alberto, a dona Alzira, nunca encontrou outra forma de impor o respeitinho se não com os seus cinco dedos maternais bem chapados numa das suas bochechas. É o dia todo o mesmo inferno, se não for assim, doutra forma ele não aprende, justificava ela enquanto o Alberto vociferava palavrões a fim de afastar a raiva que usualmente sentia nesses momentos. O Alberto, pouco dotado de inteligência, sempre foi muito esperto, mas inteligente nem por isso. Nem sequer quando já era adolescente teve capacidade para perceber, por uma vez que fosse, que o facto de dizer palavrões só lhe proporcionava outro tabefe bem assente na cara. Por outro lado, assim que o Pai, entrevado numa cadeira de rodas devido à guerra no ultramar, lhe arregalava os olhos, o Alberto recuava de imediato nas suas intenções, fossem elas quais fossem! Aquilo é que era respeitinho, dizia sempre o então jovem Tobias, dono do café central da aldeia, com uma certa admiração! Apesar de já se saber que seria apenas uma questão de tempo até que o Alberto soubesse o que é que tetraplégico quer dizer, o Tobias insistia em dizer que o respeitinho é muito bonito. Estranhamente, o Alberto acabou por desenvolver uma estranha fobia por rodas, principalmente as cinzentas, e foi sem qualquer tipo de surpresa, nem qualquer tipo de hesitação, que abraçou o caminho da marginalidade. Facto aliás, há muito esperado por todos o que o conheciam bem. Assim, numa tarde chuvosa de Terça-feira, e apenas com 17 anos, abandonou Salvaterra de Magos, terra onde a J.K. Rowlings nunca teve autorização para entrar, e foi morar para S. João do Estoril. Ainda hoje é recordado com grande saudade e alegria sempre que o agora filho do Tobias, o Pedro, leva um sopapo da Mãe quando embirra que não quer beber o leite ao pequeno-almoço.

terça-feira, 15 de junho de 2010

I'm popular

- ... ... Tu andas mesmo sempre sozinho?

- Sabes…Quando era pequeno, sem saber porque razão tal sucedia, sempre que eu estava na presença de adultos o meu interesse centrava-se de imediato na conversa que eles faziam. Ainda que, em grande parte das vezes, a conversa deles divergisse para assuntos próprios para uma pessoa da minha idade, percebi-o mais tarde, tudo aquilo parecia-me muito mais interessante e apelativo do que as conversas e brincadeiras com as pessoas da minha idade. Bastas vezes me disseram que para alguém da minha idade eu era já bastante adulto, que não era como as outras crianças, etc e tal pardais ao ninho…Sabes o que são pardais ao ninho não sabes?...Bom, deixa lá, isso agora também não interessa para nada…O que é que eu estava a dizer? AH! Já me lembro. De maneiras que, olha, agora que já sou um adulto, já não tenho ninguém para conversar, as conversas de adulto acabam sempre por me aborrecer…Mas diz-me, que idade tens tu? E porque é que queres saber se eu ando sempre sozinho?

- Tenho 6…A minha mãe disse que tu deves ser maluco porque ela vê-te todos os dias aqui a passar e a falar sozinho e a andar sozinho e a minha Mãe nunca me deixa falar com malucos e eu queria saber como é falar com um maluco…

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Banda Sonora

Sempre que oiço esta musica, e só a oiço de tempos a tempos, chegando mesmo a passar anos desde a ultima audição, recordo-me imediatamente de estar sentado na cómoda castanha do meu antigo quarto, na casa dos meus Pais, a ouvir esta musica sair do radio preto que o meu Pai tinha para ouvir as cassetes do curso de Inglês que ele comprou, e de estar a falar sobre tudo e sobre nada com o Pedro, com a Bela e com a minha irmã, ou então de estarmos todos a jogar crapô, enquanto um álbum qualquer dos U2 tocava na integra. Recordo-me dos dias em que íamos para a Praia das Avencas com os meus avós, e deles levarem peras verdes cheias de sumo, ou pêssegos vermelhos de roer, e iogurtes simples que depois levavam um pacote de açúcar, para nós os quatro comermos depois de sairmos da agua, sitio onde a minha avó nem sequer se atrevia a chegar perto! Recordo-me sempre também da piscina com a agua muito azul que havia no quintal daquela vivenda perto do túnel que dava acesso à praia, onde o meu Avô deixava sempre o míni verde estacionado à porta. Recordo-me da minha irmã ouvir com a Tânia, no rádio da tecla rec cor-de-rosa que ela tinha, o álbum dos Bon Jovi, Slippery When Wet, uma novidade naquela altura, e de eu lhe chamar Heavy por causa disso. Recordo-me do Ricardo a tentar rir-se, mas com cara de desatino, por nós o apelidarmos de Jimmy, devido ao cabelo afro que ele teve enquanto tentou deixar crescer o cabelo. Recordo-me dos dias infindáveis, cheios de Sol, nas férias do Verão, e do colete preto, que a minha Mãe me fez, e que usei tantas vezes para me armar em bom, ou em Bono. Recordo-me do Jarn e da sua mania em tentar ser diferente, declamando poemas dos doors a toda a hora, quando ele por si só já era diferente dado que tinha uma mão atrofiada e andava sempre com um casaco azul por cima desse braço. Recordo-me do Sapo na festa de anos da Vanessa, naquele castelo onde ela morava, e de ele ter curtido nesse dia com a ... ... Bom, vou parar de ouvir a música agora. Não tenho qualquer tipo de explicação lógica para o efeito que esta musica tem sobre mim, mas hoje está a fazer-me mal...

U2 - Elvis Presley & America



(Black flash)
Black flash over my own love
Tell me of my eyes
Black flash come though my own life
Telling these things
And I believe them
And I believe in you
White flash sees the sky
And it turns its side from you
She won't turn my back
And I know you turn so blue
And you know
And your sky is feeling blue
And your heart
So cold when I'm with you
And you feel
Like no one told you to
And your time is outside
And your time
Ah, don't talk to me
Ah, don't talk to me
Don't talk to me
You know
Like no one told you how
But you know
Though the king that has howled
But you feel like sentimental
But you don't care
If I just share it in your heart
(Heart, heart...)
Hopelessly
So hopelessly
I'm breaking through for you and me
And you don't
Though no one told you to
And you found out
Where you were going, where to
You're through with me
But I know that you will be back
For more
And you know
And though no one told you so
And you know, blue sky
Like a harder shade of blue
And you walk
When you want
To let go
Me, I'm on the outside, tell me fade away
Drop me down but don't break me
In your sleep
In your sleep, inside
It's in your heart and mine
Whole sea is dark
It's in your heart and mine
Sweetly, those will come
Loving is on your side walking through
So let me in your heart
Your beat is like something...
They... run...
See say you're sad and reach by
So say you're sad above beside
Oh stay sad above beside
So stay sad above we said
You know I don't
No one told you how
(And you don't)
(And you wipe sweat off your white brow)
And you care
And no one told you tried
And your heart
Is left out from the side
And the rain beats down
And the shame goes down
And this rain keeps on coming down
And this sky
Tonight...
You know "S" "O" "N" "G", why
You're going go join to God
You know "S" "O" "N" "G", why
Give away some him no lie
Give away some my de day no
You know
And though no one told you sky
And you feel
Like you pretend you can
You say go, you live
Go live outside of me
Don't you leave
Don't leave out part of me
Then I can feel
Like I feel before
Like it hurt now
And I see the floor
If you pick me up
Bits and pieces on this floor

sexta-feira, 11 de junho de 2010

I need fun in my life

Gostava de ser um gajo com coragem para às vezes conseguir dizer: Eu não sou surdo e a tua cara está demasiado próxima da minha, enquanto estás a falar, fazendo com que consiga sentir todos os teus perdigotos a aterrar na minha face.

We tried

- Então? Achas que já posso?

- Não!

- ...

- ...

- E agora? Agora achas que já posso?

- Não!

- ...

- ...

- Agora é que já posso, não é? Agora já dá, já deu tempo na boa! Não achas?

- Não! Ainda não!

- Fogo! Mas que porcaria...Afinal quando é que passa o tempo suficiente para que possamos ter uma relação de confiança sem que eu ou tu tenhamos necessidade de pensar primeiro no que queremos dizer ou fazer?

- Espera! Saber esperar é uma virtude! Sabes perfeitamente que uma relação de confiança só se adquire com o passar do tempo...Espera que o tempo há-de passar, e quando menos deres por isso...

- Mal posso esperar! Já viste bem, quando tivermos uma relação de confiança e pudermos dizer um ao outro tudo o que quisermos sem qualquer tipo de problema ou vergonha... ... Então? Já dá agora? Estou mesmo à rasquinha para começar a ter confiança contigo...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nação valente

- E pronto, amanhã é mais um dia de Portugal...

- Amanhã? Então mas o mundial não começa só no fim de semana?

terça-feira, 8 de junho de 2010

!!!

Podia ter sido nos E.U.A, onde pululam coisas deste género, mas não, foi em Portugal, na margem sul. Numa primeira leitura até tem piada toda a situação caricata gerada, parecendo mesmo uma cena de um qualquer filme cómico! OK, correu tudo mal. Mas depois, reflectindo melhor sobre a coisa, que raio de valores e ideias é que os putos têm hoje em dia para conceberem e colocarem em prática um plano assim? E ainda por cima achar que pode mesmo resultar...

"A Divisão da PSP do Seixal anunciou hoje que foram detidos três jovens que circulavam com uma carrinha de caixa aberta, levando no seu interior uma cabine telefónica que tinha sido arrancada do chão.
A PSP revela que ao ser-lhes dada ordem de paragem da viatura através do sistema sonoro do veículo das forças da autoridade, os mesmos aceleraram a viatura onde seguiam, colocando-se em fuga.


No decurso da fuga os suspeitos colidiram com uma viatura policial, colocando em risco a vida dos agentes policiais, continuando a fuga pela EN 10, circulando em sentido contrário e galgando os separadores centrais, obrigando as viaturas que seguiam em sentido oposto a travar bruscamente para evitarem a colisão”, refere a PSP em comunicado.

Alguns quilómetros depois a viatura onde seguiam despistou-se, embatendo num lancil e acabando por se imobilizar, tendo os suspeitos encetado uma fuga apeada.

Os jovens, dois com 19 anos e um com 18 anos, foram depois intercetados pelos elementos policiais “Posteriormente apurou-se que os suspeitos tinham furtado a carrinha onde seguiam no Casal do Marco e levavam a cabina telefónica com o intuito de arrombarem o cofre para retirar o dinheiro. O condutor não era possuidor de título que o habilitasse a conduzir veículos”, acrescenta a PSP.

Os detidos foram presentes a tribunal, desconhecendo-se até ao momento as medidas de coação aplicadas.

Diário Digital / Lusa
"

quarta-feira, 2 de junho de 2010

E no dia em que as aguias levantarem voo...

É quase noite. Sempre que a noite se aproxima, e as luzes débeis dos candeeiros de rua ganham entusiasmo, enquanto a calçada de basalto é assomada pela tonalidade pálida que a fraca iluminação proporciona, as persianas, cientes do risco latente que as envolve, uma a uma, cerram-se. É então que os ratos, que durante o dia permaneceram escondidos em silêncio nos seus pútridos covis, começam a espreitar, sorrateiros, aguardando pacientemente a oportunidade de poder atacar sem qualquer tipo de misericórdia ou piedade.

On The Dawn Of A Title

Será legítimo pensar, que se eu amar, tenho sexo até me fartar?
Ou antes pelo contrário, todo o otário que acasalar, por se ter deixado apanhar, cativado pela palavra amar, tem uma vida sexual semelhante à de um sedentário?
Mas se efectivamente assim for, e for mesmo necessário amor, para do sexo poder plenamente desfrutar?
Quer isso dizer que sem amor, o sexo não tem fervor, ou é apenas a brincar?
Sexo por sexo não tem nexo, é o que todo os que amam pregam, quando por acidente cegam e mais ninguém conseguem ter
Quem não ama não reclama, tem prazer enquanto há chama, apenas divide a cama e nada mais tem oferecer
Se eu nunca tiver amor, a vida não tem sabor, e o sexo não tem verdade
Se eu um dia amar alguém, se for essa a vontade que de Deus provém, o sexo perde toda a vontade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Recognize

A partir de agora, do preciso momento em que terminei de escrever a palavra agora, escrita por mim neste post há momentos atrás, todas as respostas que irei dar, a tudo que me digam, será a frase: Isso é subjectivo.

The Nobodies

- Estás a brincar comigo ou quê? Eu dantes era daqueles gajos que se fosse preciso passava frio e tudo, mas dava sempre o meu casaco à gaja que estivesse comigo se a noite estivesse desagradável, para ela estar sempre confortável...

- Então e agora, já não fazes isso porquê? Achas que o cavalheirismo caiu em desuso?

- Não. Agora não tenho mais casacos...

You owe us blood

É estranha e paradoxal
A contrição que é originada
Por tanta, tanta coisa
Que deixamos inacabada

O equilibrio natural das coisas

Tenho sempre vontade de mandar um balázio pelos cornos abaixo naquelas pessoas que têm no msn a frase: "live is a gift, enjoy it"

We built this city on rock n' roll

A princípio, se não se olhar com muita atenção, mal se consegue notar a singular opulência daquele corpo que emana gordura por todos os poros. Sentado, durante o dia inteiro naqueles dois degraus sujos e cobertos por ervas daninhas e pequenas pedras que ocultam sob si parasitas de várias formas e feitios, que dão entrada para não se sabe bem onde, somente um olhar atento consegue distinguir onde termina o tronco e as pernas começam! No peito, que naquela posição se estende até aos pés, dois enormes seios disformes, com pelo menos onze quilos cada um, encobrem um emaranhado de pêlos, oriundos talvez das axilas, pó, e pequenas larvas, cuja presença só é notada quando as mesmas por curiosidade colocam a sua pequena cabeça de fora, escondem-se nas pregas da pele impregnada de crostas secas e de pus amarela, branca e vermelha. Por entre as pernas, de quando em vez jorra um líquido fétido, pútrido, que escorre suavemente pela calçada, tocando aqui e ali no calçado dos demais transeuntes que passam, ignorando por completo o espectáculo que decorre mesmo ali a seu lado!