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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

VIVA A INJUSTIÇA SOCIAL #1

Ontem o Sr. Francisco Assis, aquele senhor que disse que se demitia caso a bancada do PS aprovasse a proposta de lei do PCP que faria com que fosse cobrado já este ano o imposto sobre os dividendos das empresas, criticou o governo dos Açores por causa da falta de solidariedade do mesmo em relação à medida que visa o corte dos salários dos funcionários públicos que o governo de Portugal aprovou há uns dias atrás com a conivência do PSD.
Portanto, para o Sr. Assis, a falta de solidariedade tem dois pesos e duas medidas, tal como, usualmente, as propostas do governo de Portugal têm. Só assim se explica que ele não considere uma falta de solidariedade o facto de as empresas poderem executar já este ano o dividendo relativo a 2010 para fugir à cobrança de impostos que entra em vigor em Janeiro de 2011, porque está previsto na lei e nem o governo nem o Sr. Assis (mais uma vez com a conivência do PSD) quiseram alterar a lei, fazendo com que empresas que têm milhões e milhões de lucro, o dividam entre meia dúzia de accionistas, mas, no entanto, o mesmo Sr. Assis, e o governo de Portugal, já consideram uma falta de solidariedade o governo dos Açores abrir uma excepção (coisa que também está prevista na lei) a fim de colmatar os cortes salariais de alguns funcionários públicos dos Açores!
Conclui-se, desta forma, que para o Sr. Assis e para o Governo de Portugal, mais uma vez, é preferível retirar meia dúzia de tostões a alguns funcionários públicos dos Açores, para que se possa mais rapidamente ultrapassar a crise económica que o País atravessa, mas que os milhões que o governo poderia arrecadar com a cobrança de impostos relativos aos dividendos das empresas, ao alterar uma lei, já seria estar a deturpar as leis que regem uma economia de mercado onde o nosso estado, e a união Europeia(Qual união já agora?!), se inserem e (Sobre)vivem...

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