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terça-feira, 21 de setembro de 2010

As the Worm Turns

Se é na originalidade que reside a diferença
Por que é se tenta fazer tudo da mesma forma?
Se tudo se concretiza apenas através da querença
Por que é que ninguém mais se interessa por tal retoma?
São as normas de indumentária a envergar
Mandatárias de segunda a quinta
É sempre mais fácil poder controlar
Quando a carneirada é mantida com estilo e pinta
Depois as pessoas nas empresas
Vestidas, coitadas, todas de igual
Devido à pequena grande esperteza
De mais um pequeno e mesquinho anormal
É a gravata grená ou vermelha
Em conjunto com a camisa branca
O fato azul que somente espelha
A miséria de quem vive mas já não se encanta
E que ainda por cima já nem dá por isso
Achando mesmo até que é muito natural
Não valendo a sua vida sequer um piço
Para o já referido mesquinho anormal
Mais as assinaturas corporativas
Sem qualquer sinal de humanidade
Meramente representativas
De um departamento ou de uma unidade
Por que é que nos querem transformar a todos num ser único?
Se é por causa da diversidade que o planeta terra é bonito
Mentalidades manipuladas, para verem apenas num sentido
Cirurgicamente manietadas, a quem não se dá nunca por vencido

1 comentário:

Tindergirl disse...

Um poema brutal e revolucionário...