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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Extracto de uma tarde de Agosto em Lisboa

Hoje à tarde, num jardim de Lisboa com vista para o rio, enquanto as não muitas pessoas que por ali passeavam pacatamente se refugiavam nas poucas sombras disponíveis e a única esplanada se encontrava completamente vazia à torreira do Sol, perto da esplanada, nas traseiras de uma casa cor-de-rosa, um homem, com aspecto de quarenta e poucos anos, suspirava e olhava para céu ao mesmo tempo que despejava, muito lentamente, dois baldes de entulho, provenientes das obras que ali decorrem, para dentro de um daqueles enormes depósitos em metal. Nesse preciso momento, pelo portão da mesma casa, sai uma mulher, igualmente com aspecto de quarenta e poucos anos, vestida com uma bata branca e com o seu cabelo castanho apanhado, presumindo eu ser a empregada doméstica da casa. No momento em que o olhar deles se cruzou, presenciei a este pequeno dialogo:

Homem – E é assim a vida! (enquanto limpava o suor da testa com a mão esquerda cheia de pó)

Mulher – A vida é assim! (enquanto encolhia os ombros e prosseguia o seu caminho)

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