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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cut Copy

Não faço ideia se isto acontece com as outras pessoas ou não, nem sei como qualificar a sensação, se é boa ou má, ou se é apenas e só uma sensação inqualificável, sendo afinal esse o seu nome, ou designação! O que é certo é que, por vezes, interpreto certos sinais que vão ocorrendo aleatoriamente, e sem que haja algo do consciente ou cognitivo nisso, de uma forma logo vinculativa para o pensamento! Para mim, muitas vezes, esses sinais são os que têm o condão de me fazer ter a perspectiva de uma realidade que julgo que é apenas paralela ao meu ser. Noutras ocasiões tais sinais são os que me fazem pensar porque é que há-de ser paralela? Então, por consequência, divago, sonho, e finalmente entro na realidade que julgo paralela, na realidade onde as coisas que acontecem, acontecem apenas nos filmes ou nos quadros! Assim, enquanto me dirigia para casa, decidi que, se houvesse um lugar para estacionar no espaço de 1km, a noite iria terminar com mais um copo. Se não encontrasse nenhum lugar, a noite terminava por ali. Já tinham passado uns 900m e quase que se vislumbrou a possibilidade de estacionar, já muito perto do fim da rua, quando um outro condutor, por ventura mais astuto, ou então um miserável usurpador, se antecipou e deu mesmo um fim à noite!
Mesmo assim, por momentos, ainda conseguir ver a Juliette Binoche a encostar a cabeça no ombro do Daniel Day Lewis na cena final da Insustentável leveza do ser…

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