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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sem moral

Lembro-me dos dias, quando era chavalo
Daquilo que dizias, quando davas no cavalo
Não tinha paciência para a tua inocência
Não é nenhuma ciência conseguir ver que a carência
Provocada pela ausência, e por toda a violência
Não te daria sapiência, valeu-te por uns tempos a bela insolvência
Transformaste-te num gajo que nunca tem trabalho
Arrastas-te pela vida mandando tudo para o caralho
Mentes, insistentemente, com o teu único dente
Ausente, invariavelmente, da realidade e do presente
Passas os dias, sempre a deambular, com as mãos a tremelicar
Mendigas guita às tias, e a todas as pessoas, que por ti vês passar
Ignoras por completo, o asco, e a impressão que provocas
Fodeste o teu intelecto, agora fazes um esforço herculeano se te queres por de cócoras
Ainda me lembro, quando eras chavalo
Daquilo que dizias, quando davas no cavalo
Não tinhas Mãe, Pai, irmãos ou avós que cuidassem de ti
Eu só preciso de alguém, o que vai ser de mim, era o que indagavas, quando te conheci
Só que eu sou a sociedade, que tolhe sem piedade, todos aqueles que dependem de mim
E para mim apenas é verdade, o dinheiro, a falsa felicidade e tudo o que é delfim
Não prezo a amizade, nem a solidariedade, muito menos a piedade e coisas dessas assim
Só olho para o meu umbigo, dou importância ao egoísmo, só faço o que eu quiser
Separo o joio do trigo, puxo veementemente o autoclismo, e salve-se quem puder

2 comentários:

joaninha versus escaravelho disse...

Estás mau, hoje... :)

AP disse...

Não estou nada :)