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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Nó cego

O desejo, a volúpia de A.L., bem como o toque aveludado da sua pele
Contrastam com a falta de almejo, e o desperdício de ensejo, do inquieto Daniel
As pernas entrelaçadas, as quatro mãos coladas, o constante frémito contido
Conduzem somente ao engano, onde apenas num outro plano, conseguirá ser compreendido

Encontros, desencontros, confrontos que apanham desprevenidos os mais incautos
Atitudes, plenitudes, vicissitudes que ocorrem sem possibilidade de aprender com antigos autos

Consumido por diversos temores, antigas e pesadas dores, e outros horrores que tais
A mente de Daniel, inundada por um vil fel, torna-se incapaz de assimilar mais
A.L., sem capacidade de reconhecer tais maleitas em Daniel, a ele se entrega carnal e espiritualmente
Cega, por uma paixão digna de Julieta ou Rapunzel, não consegue nunca antever quão ele está ausente

Encontros, desencontros, confrontos que apanham desprevenidos os mais incautos
Atitudes, plenitudes, vicissitudes que ocorrem sem possibilidade de aprender com antigos autos

1 comentário:

Tindergirl disse...

Em vez de um vil fel
a mente de Daniel terá de ser inundada
por um doce mel