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sábado, 1 de maio de 2010

Amor é...

Sabado de manhã. Acordo com a claridade a bater-me na cara e sorrio quando vejo que ela ainda se encontra a dormir profundamente. Dou-lhe um beijo nas costas, desvio com cuidado o cabelo dela e beijo-lhe com ternura o pescoço. Ela agita ligeiramente a omoplata, acena que sim com a cabeça, balbucia qualquer coisa imperceptivel enquanto mexe a perna para debaixo do lençol e prossegue no seu sono profundo. Levanto-me, com cuidado, e sem calçar os chinelos dirijo-me para a sala enquanto olho para trás e a vejo, agora da porta da sala, deitada, com os braços a agarrar a almofada e o cabelo a cobrir-lhe a cara.
Vou buscar um cigarro à varanda, procuro por uns instantes o isqueiro que não sei onde está, e vou à cozinha buscar os fosforos. Acendo o cigarro na cozinha, inalo com prazer a primeira baforada do dia, e depois de expelir o fumo decido voltar para a sala olhando novamente para o quarto para verificar que ela se encontra exacatamente na mesma posição desde a ultima vez que tinha olhado para ela. Entro na sala, ligo o sistema de som dolby surround, coloco o botão do volume no quarenta e três, o meu numero preferido, numa escala de 45, pressiono o botão play, e sento-me calmamente na varanda com o intuito de terminar o meu relaxante cigarro enquanto curto o jogo de ténis entre os berros do vocalista dos Cradle of filth na sala e os dela no quarto, sem fazer a minima ideia do que irá ela fazer para se vingar...

1 comentário:

Nawita disse...

O amor é maquiavélico? É sentir-se num filme de Hitchcock enquanto esperamos o que nos vai cair em cima?
Ah ah ah ah ah
Bolas, sim, também é isso!