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quinta-feira, 18 de março de 2010

Raiva acumulada #1

- Então mas diz-me lá, ontem depois amedontraste-te e não me chegaste a explicar por que razão é que não gostas de telenovelas...

- Disse-te sim senhor. Tu é que começaste logo com as tuas merdas do costume...

- Então se sabes que eu comecei com as minhas merdas do costume, e como a própria palavra costume indica, estás a dizer que faço sempre o mesmo, porque é que não continuaste a explicar a cena?

- Porque tem dias que não há pachorra para as tuas merdas...Eu sei perfeitamente que tu és assim. Mas se por um lado o facto de eu saber isso, e isso não me incomodar na maior parte das vezes, pelo contrário até, seres assim como és, para mim, até é fixe, porque fazes logo questão de demonstrar aquilo que és, por outro lado esse mesmo facto faz com que eu seja uma das únicas pessoas que te consegue aturar. E mesmo assim, não o consigo todos os dias...Não há nada, nada, com que tu não comeces logo a gozar, ou a ignorar, ou nem sequer levas a serio. E tem dias que isso me incomoda também. Mesmo conhecendo-nos nós ao tempo que nos conhecemos, é como se não se conseguisse nunca falar contigo a serio! Percebes o que te estou a dizer?

- Percebo. Perfeitamente até...

- Estás a falar a serio? Percebes mesmo onde é que quero chegar?

- Percebo. Já te disse que estou a perceber perfeitamente. Mas como também já te disse ontem, se tu deste de repente em paneleiro não contes comigo para te tirar a virgindade. Isto se ainda fores virgem e não tiveres andado a dissimular essa tua condição estes anos todos...

- Estás a ver? Estás a ver! Foda-se, vai mas é para o raio que te parta...

- Então?! Dois dias seguidos sem pachorra? Não estou a entender! Então eu não estou a dizer e a ser como de costume sou? Qual é que é o teu problema? Ou achas que por me teres dito isso agora eu, a partir deste momento, vou cair em mim e vou começar a ver as coisas como tu vês? Se achas mesmo isso estás a corroborar então a minha teoria que de repente tu te transformaste num paneleiro...

- Só te digo uma coisa, estou-me a cagar para o que estás para aí a dizer, mas um dia destes ainda vais engolir tudo, de uma só vez, aquilo que tens andado a fazer e a dizer a todas as pessoas que, apesar de seres como és, ainda te aturam... E mais ridículo ainda, que gostam de ti...

- Engolir é coisa de gaja, não é do meu pelouro...

- Continua. Continua assim que vais num bonito caminho.

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