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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Banda Sonora

Houve apenas uma ocasião, em toda a minha vida e até ao presente momento, em que perdi totalmente a noção de tempo e do dia em que estava! Nesse dia, após estar há vários dias de férias, ou se calhar anos, não sei, num Verão quente e sem qualquer tipo de preocupações ou stress, enquanto nos dirigíamos para o café onde habitualmente passávamos a tarde à espera que a digestão do pequeno-almoço/almoço/merenda terminasse, alguém perguntou que dia é hoje. Uns disseram quarta, outros segunda, eu pensava que era sábado, e afinal era quinta-feira! Normalmente a quinta-feira tem o condão de fazer com que muitas pessoas, quando acordam ou se levantam, pensem que já é sexta, Provavelmente devido à ansiedade, ao cansaço, ou a qualquer outra coisa, o desejo que chegue finalmente o fim-de-semana, ou a constatação de que a semana está quase a terminar sem que se tenha conseguido fazer o que se queria fazer, é tal, que as pessoas confundem-se e perdem, por momentos, a noção do dia em que estão. É rara a semana em que não encontre ou fale com alguém, às vezes eu também, que não ache que na quinta já é sexta. Deseja-se que o tempo passe, e passe, para no dia a seguir desejar que o tempo pare e pare. Naquela quinta-feira, depois de termos perguntado a uma mulher que passava na rua, perante uma pergunta a seu ver descabida, desconfiada e meio a medo ela lá nos disse em que dia estávamos. Até ter chegado a esse momento, naquele Verão, tive por diversas vezes a sensação de que o tempo tinha parado, que era mesmo possível ficar ali durante o tempo todo que eu quisesse! Bastava-me apenas fechar os olhos, sentir o calor do sol a bater na cara, a brisa quente a soprar, o barulho musical e constante da água a correr lentamente, o bailar e o murmúrio suave dos pinheiros e o silêncio das montanhas que nos rodeavam, para conseguir, instantaneamente, parar o tempo! Gostava tanto, naquela quinta-feira, de ter continuado sem saber em que dia estávamos..nunca mais consegui parar o tempo depois daquela mulher com olhos esbugalhados nos ter respondido. Há sempre alguém que diz, quando outro alguém pensa que já é sexta, ou então que ainda é sexta, vê lá que hoje é quinta ainda, ou já!

Pink Floyd - Time

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun, but its sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in the relative way, but youre older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say
Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.

3 comentários:

joaninha versus escaravelho disse...

Voltando ao post anterior, os Pink Floyd são quase tão velhos quanto eu. :)
Adoro esta banda!

Nawita disse...

ai não conheço, não sou deste tempo!

Acabo agora mesmo de me tornar fã :)

joaninha versus escaravelho disse...

A Nawita é pequenita! :)