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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Modelo quase fotográfico

E esta é história
De um tipo demencial
Que viveu sem glória
Por vergonha da terra natal

Nascido e criado
Margem sul perto do hospital
Cedo traçou seu fado
Queria uma vida fora do normal

Aluno mediano
Nunca teve grandes notas
Congeminou então um plano
Tornou-se um exímio lambe botas

Nos primeiros anos
Tudo corria de feição
Mesmo esquecidos, seus manos
Insistiam no apelo à sua razão

Mas de nada valia
Fazia sempre orelhas moucas
Até que um certo dia
Cruzou seu caminho uma bela moça

Carro caro grande mansão
Churrascos à beira da piscina
Não tinha fim a sua ambição
A bela moça era agora a amante Cristina

Fogueira de vaidades
Quem não vive seriamente não imagina
Depois de tantas veleidades
A sua amante foi a sua ruína

Polícia de profissão
Num esquema complexo de escutas
Cristina arrancou então a confissão
Apanharam todos os filhos da Puta

Sempre de olhar afiado
Esta é a história do Zé Neto
Vive agora encarcerado
O gajo da margem sul que queria ser beto

2 comentários:

Em Bicos de Pés disse...

... Queria ser um beto-yô. Porque não há betos-betos na Margem Sul. :)

AP disse...

Margem sul powower ;)