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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ode

Gosto de gajas que não tenham qualquer pudor em demonstrar que apreciam um falo
De gajas que não tenham pejo em dizer foda-se, merda, ou então que granda galo
Aprecio muito mulheres que não temam admitir que são rebarbadas
E mulheres que quando se depilam ficam completamente peladas
Tenho um grande apreço por mulheres que clamam por sexo
Que o demonstrem sem pudicícia vergonha ou outro tipo de complexo
Gosto de gajas que gostem de se ver dançar nuas em frente ao espelho
E de gajas que retiram com prazer do canto da boca um pequeno pentelho
Dou muito valor a uma gaja que abre as pernas com desejo e sensualidade
E que com extremo deleite se entrega inteira a uma boca cheia de vontade
Considero mesmo as mulheres que acariciam os seus peitos gemendo de prazer
Quando estremecem radiantes por um real orgasmo ter invadido todo o seu ser
Estimo todas as mulheres que pulam gritam dançam e respeitam a liberdade
E todas aquelas que se expressam apenas e tão-somente através da verdade

8 comentários:

Em Bicos de Pés disse...

Clap, clap, clap.

joaninha versus escaravelho disse...

Gostei do texto, sabes que gosto da forma como te exprimes mas dá a sensação, de que estás a transmitir a ideia, de que a liberdade e a verdade da mulher para ti, passam muito, muito e muito pela aceitação sexual pessoal e pronto. :)
Ainda hoje dizia eu a um sociólogo que a única coisa que falta para a igualdade entre mulher e homem, além das muitas diferenças que nos separam, é meter essa ideia, a da igualdade, na cabeça de todos os homens.
Só falta mesmo isso, porque mesmo tu ao escreveres isto estás a dar a entender que as mulheres que tu conheces ainda não são todas assim como tu gostarias que fossem.

AP disse...

Não sei o que queres dizer quando afirmas "que a liberdade e a verdade da mulher para ti, passam muito, muito e muito pela aceitação sexual pessoal e pronto".
O que sei é que este pequeno texto tenta de alguma forma expressar o gosto que um homem pode nutrir por mulheres cuja postura de vida seja a que está descrita no mesmo. De certeza que haverá homens e mulheres que apreciam outros homens e mulheres com posturas de vida opostas a esta e não será por isso que uns estão certos e outros errados.
Ao mesmo tempo, também sei que as pessoas são todas diferentes umas das outras, e eu, apenas e tão-somente, gostaria que todas as pessoas tivessem a capacidade de serem, perante tudo e perante todos, aquilo que realmente são, independentemente do que gostariam que elas fossem. Claro que para isso seria necessário cada pessoa conhecer-se a si mesma, e seria necessário que cada pessoa estivesse sempre segura de si e do que pensa, mesmo que no futuro possa mudar de ideias ou concluir que estava errada nisto ou naquilo(Eu penso que as pessoas mudam porque têm de mudar e não porque nós gostariamos que elas mudassem). Estou quase certo que se assim fosse, depois as empatias, e restantes coisas que proporcionam relações de qualquer espécie, seriam certamente mais genuínas.
Por fim, eu não posso nunca esperar que toda a gente goste de mim, nem esperar vir a gostar de toda a gente. Mas sei que para gostar de alguém, ou que para ter uma relação com alguém, seja a relação de que espécie for, eu terei sempre de aceitar essa pessoa como ela é, e não como eu gostaria que ela fosse. Se não, estaria apenas a gostar de uma ideia ou de um pensamento ;)

joaninha versus escaravelho disse...

O que achei que destoou no seguimento das tuas linhas foram as duas últimas.
Estava a ler o texto e estava a sentir a carga sexual nele contida e que realmente estavas a expressar o que admiras numa mulher. Até aí só tenho que ler. O estar de acordo ou não é só um problema meu.
Cada um sente o que sente e gosta do que gosta.
Ao ler a penúltima e depois a última linha o sentido do texto modificou-se na minha mente e a associação que fiz do restante texto às duas últimas linhas foi essa: a de ligar a libertação sexual à libertação da mulher.
E foi aqui que levantei a questão.
Posso ter sentido o que não quiseste transmitir, mas também gosto de "te ouvir falar". :P
E quando me refiro ao "que gostarias que fossem" digo-o sem sentido nenhum de crítica. Digo-o apenas como observação.
Não pretendi de forma alguma tecer uma crítica. Apenas queria trocar impressões e dizer-te "como te li".
Já agora, não achas a "genuinidade" uma utopia?
Vivemos tão enraizados em sociedade e com uma carga cultural tão grande que não sei se pode definir "genuíno" no ser humano.

AP disse...

Embora o que eu ache interessante nestas coisas dos blogs seja o facto das 4,5 pessoas que lêem isto interpretarem algo completamente diferente do que eu tinha em mente quando escrevi, confesso que as duas ultimas linhas são uma pequena brincadeira, ou provocação, com os estereótipos da mulher dissimulada, ou da mulher que utiliza a sedução para obter os seus intentos, em contraponto com o resto do texto :)
Quanto à genuinidade ser uma utopia, não penso que seja. Acho é que é uma coisa rara nos moldes em que a sociedade vive hoje em dia, no entanto é muito apreciada quando verdadeira :)

joaninha versus escaravelho disse...

Hmmmm não me lembro agora assim de repente de alguém genuíno... :/
E não vou dizer mais nada porque se não tenho que perguntar o que é isso das mulheres dissimuladas que utilizam a sedução para obter não sei bem o quê... :/
Os homens não fazem essas coisas? Mas a sério que não percebi o que é que elas pretendem obter. Juro!
Costumo dizer que sou muito ingénua e ninguém acredita, mas olha que é mesmo verdade. :/

AP disse...

Eu acredito :)

joaninha versus escaravelho disse...

Obrigada! :)