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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Face on the Bar Room Floor

- Qual é a sua opinião sobre as medidas hoje apresentadas?

- Antes de mais, agradeço a oportunidade que nos foi dada em vir aqui expressar a nossa opinião sobre este assunto. Falando concretamente sobre a questão que me colocou, nós somos obviamente contra. Nós somos obviamente contra porquê? Pode V. Excelência perguntar, e muito bem. Somos obviamente contra, porque não somos a favor deste tipo de medidas. Não é com este tipo de medidas que se consegue ir de encontro à necessidade das pessoas. As pessoas necessitam de medidas que vão de encontro às suas expectativas, e a nosso ver não é com este tipo de medidas que se conseguem colmatar os anseios das pessoas. Somos contra este tipo de medidas porque estas medidas não favorecem nada nem ninguém, a não ser, na nossa opinião claro, os próprios mentores das medidas. Como tal, não poderemos nunca ser a favor deste tipo de resoluções onde se nota, inclusivamente, que são resoluções formuladas à pressa. São resoluções que revelam, mais uma vez, a prosápia, a jactância a que já estamos habituados. Ora nós, nunca poderemos pactuar com este tipo de situação e como tal, somos contra.

- Desta forma, quais as medidas que acha que devem ser tomadas?

- Tal como já tive oportunidade de referir, eu quando fui convidado para vir aqui, fui convidado com o intuito de opinar sobre estas medidas em concreto, são estas medidas que estão em discussão e são estas medidas que vão entrar em vigor caso não se faça nada. Nós obviamente que somos contra, acabei mesmo agora de demonstrar a nossa posição em relação a esta matéria e não iremos ceder 1 mm que seja no que a esta matéria concerne. Temos ideias muito claras e objectivas sobre o que deve ser feito e que medidas devem ser tomadas, tendo em consideração a necessidade das pessoas e tendo em consideração os problemas das pessoas. Porque isso é o que verdadeiramente importa, as pessoas e os seus problemas é o verdadeiramente importante.

- E quais são então as necessidades e os problemas das pessoas? Com o actual estado das coisas, como é que se conseguem tomar as medidas necessárias para que as pessoas vejam as suas necessidades preenchidas e os seus problemas resolvidos?

- As pessoas sabem, sentem, que estão ser enganadas. As pessoas já descobriram há muito tempo que da forma como as coisas estão a ser conduzidas que não iremos a lugar nenhum. Nós já apresentamos um pacote de medidas que na nossa opinião são as medidas que deveriam de imediato entrar em vigor. Estamos absolutamente convictos que são as medidas correctas, que são as medidas que vão de encontro ao que as pessoas precisam. Nós estamos permanentemente e sistematicamente no terreno. Nós ouvimos as pessoas, conhecemos os seus problemas, sabemos as suas necessidades. Isso é que é verdadeiramente importante, falar com as pessoas e sentir os seus problemas. Com o actual estado das coisas, as pessoas já perceberam perfeitamente que as medidas que nós defendemos só podem ser tomadas quando as pessoas que defendem o actual estado das coisas, livremente, arbitrariamente, deixarem de assim pensar. Acreditamos que somente nessa altura é que as coisas podem começar a ter pernas para andar. É em primeiro lugar contra este tipo de situação que temos de lutar, e depois lutar para que aquilo que nós defendemos, em conjunto com as pessoas, possa ser implementado.

- O nosso tempo é curto como sabe, penso que fica dito o essencial. Resta-nos agradecer-lhe a sua disponibilidade em vir aqui prestar os devidos esclarecimentos sobre esta matéria. Muito obrigado

- Obrigado nós.

2 comentários:

joaninha versus escaravelho disse...

Não fiques chateado comigo porque o que vou dizer é um elogio ao teu texto: Não consegui lê-lo até ao fim. Estás demasiado realista e deu-me uma seca tremenda.
Agora perdoa-me a franqueza, mas não voto em ti! :D

AP disse...

:) eu também não votaria em mim